“Dois aceitarem o dinheiro para regressar aos países de origem, os outros dois para regressar a Lisboa”, explicou o empresário de construção civil, acrescentando que os restantes preferem aguardar na ilha até receberem os vencimentos em atraso por parte do empreiteiro principal, a empresa Castanheira e Soares.
Enquanto isso, os operários vão continuar a dormir e a comer nas instalações da Castanheira e Soares, embora Honório Biágue desconheça, nesta altura, quem é que está a pagar as refeições na cantina, uma vez que deixou de suportar essas despesas a 31 de Janeiro.
“Enquanto a Castanheira e Soares não me pagar, eu não tenho como pagar os meus homens”, desabafou o empresário guineense, que está envolvido em quatro obras na ilha do Corvo, em regime de subempreitadas – duas da responsabilidade da câmara, duas do Governo Regional.
A empresa Castanheira e Soares já avançou, entretanto, com um pedido de insolvência no Tribunal de Santa Cruz das Flores, por falta de liquidez, alegando “falta de pagamento por parte de entidades adjudicatárias”, a “contração do mercado” e cortes na concessão de crédito por parte da banca.