No Grupo Ocidental, a lancha Ariel assegura, sempre que as condições do mar o permitam, as ligações entre as Flores e o Corvo.
As viagens entre as duas ilhas são feitas às terças, quintas e sábados até 31 de Outubro e depois apenas às terças e sábados.
No Grupo Oriental, o avião é o único transporte regular de passageiros nos próximos oito meses entre S. Miguel e Santa Maria.
A operação marítima de transporte de passageiros entre as ilhas açorianas que encerrou domingo foi a melhor de sempre, tendo os dois navios da Atlânticoline transportado mais de 110 mil passageiros desde Maio, apesar dos constrangimentos ocorridos.
Esta operação deveria ter começado em meados de Maio com o navio Atlântida, construído nos Estaleiros de Viana do Castelo, mas a sua rejeição pelo governo açoriano obrigou a que fosse necessário recorrer ao navio Express Santorini para o arranque do transporte marítimo de passageiros.
Esta situação fez com que tivesse que ser encontrado outro navio para completar a operação, tendo sido escolhido o Viking, ficando inicialmente marcada para 22 de Junho a sua primeira viagem entre as ilhas do arquipélago.
A data acabou por não ser cumprida devido à necessidade de adaptar o navio aos portos açorianos, tendo sido adiada para 11 de Julho.
Um acidente com o piloto obrigou a novo atraso, mas os problemas ainda não tinha acabado porque, quando o navio estava pronto para partir de Liverpool com destino aos Açores, foi descoberta uma fissura de 30 centímetros no tanque de combustível de longo curso.
Dias mais tarde, quando finalmente o Viking largou de Liverpool, a viagem durou pouco tempo, já que foi obrigado a atracar em Falmouth, no sul de Inglaterra, devido a uma avaria num dos compartimentos de proa, que terá sido provocada pelo mau tempo e pela forte ondulação.
Com todos estes problemas, só a partir do início de Agosto é que foi possível ter dois navios a operar no transporte marítimo de passageiros nos Açores, o que não impediu um novo recorde de pessoas transportadas.
Apesar disso, ainda não foi revelado nenhum pormenor sobre a operação do próximo ano, não se sabendo quantos navios vai envolver, nem sequer se será feita novamente com embarcações alugadas ou se o governo optará pela aquisição de navios.
Lusa