Contra a situação, Vítor Silva, porta-voz da USAH, reclamou “uma nova política que dinamize o crescimento, a valorização do salário mínimo nacional para 500 euros, o combate ao desemprego e à precariedade”.
“O aumento da pobreza e exclusão social nos Açores, tendo como referência os números do Banco de Portugal em 2009, apontavam para 50 mil açorianos a viver com menos de 400 euros por mês e 31 famílias com 540 euros mensais” especificou o dirigente sindical.
Vítor Silva sustentou que “as medidas que estão a ser tomadas são nefastas e vão sentir-se na região de uma forma mais acentuada”.
Considerou que “vai ser problemática a redução do investimento público, do qual os Açores dependem muito”.
“Em matéria tributária com o agravamento dos impostos IVA, IRC e IRS origina uma aproximação do regime que vigorava nas ilhas ao do continente, com os custos agravados pela ultraperiferia”, adiantou.
Para Vítor Silva, o problema ainda se agrava pelo facto de “o custo de vida no arquipélago ser mais elevado que no continente português e o trabalhador açoriano ganhar, em média, menos 100 euros mensais do que um trabalhador no restante território nacional”.
Os onze sindicatos que integram a USAH e que representam mais de cinco mil trabalhadores de diversos setores “acreditam” que ainda há soluções “como o diálogo e medidas construtivas” que possam “evitar situações de desespero social onde não se olha a meios para atingir fins”.